O valor de uma empresa é algo bastante subjetivo. A existência de um mercado secundário líquido, como ocorre em bolsa de valores, é mecanismo imprescindível para uma precificação transparente e em tempo real.


No caso de startups, pequenas e médias empresas, não há um mercado secundário líquido para precificá-las. Além disso, há pouca informação disponível para fazer uma boa análise financeira. Assim sendo, encontrar o valuation “correto” se torna bem mais complicado e diferentes investidores chegarão a preços completamente distintos para uma mesma empresa (note que isso também ocorre em empresas listadas em bolsa de valores, mas em escala bem menor).  


No Basement, usamos o valuation da última rodada de investimentos relevante como o valuation atual da empresa para fins de cálculo de retorno bruto  (a definição do que é uma rodada relevante depende do tamanho da rodada e da participação de novos investidores). Ainda que imperfeito, este método busca aproximar as práticas de mercados líquidos para o universo de empresas unlisted, afinal, o preço de uma ação em bolsa nada mais é do que o último preço utilizado em uma transação entre um comprador e um vendedor de uma determinada ação. 


O valuation de uma empresa unlisted deve ser tomado com bastante precaução. Principalmente no universo de startups, eventos binários como a obtenção ou não de um contrato com um cliente ou uma patente pode mudar bruscamente o valor atribuído à uma empresa de uma rodada para outra. Outro fator decisivo é a disponibilidade de caixa. Empresas em rápido crescimento tendem a queimar bastante capital e dependem de fontes de financiamento com frequência. Dificuldade em obtenção de recursos pode fazer o valuation de uma empresa sair de 100 para 0 de um momento para o outro.